[OPINIÃO] O Farol4 min read

Segundo filme do diretor Robert Eggers, o mesmo de “A Bruxa”, aqui temos a história de dois faroleiros que estão isolados numa ilha e lutam pra manter sua sanidade durante a rotina na Nova Inglaterra em 1890.

Definitivamente não há nada de óbvio em “O Farol” ao mesmo tempo que não é uma história inovadora; mas o filme tem diversas camadas e isso é sempre algo que prende muito minha atenção. Gosto de obras que abordam a complexidade da mente humana quando passam por situações adversas.

Apenas para citar alguns dos subtemas que temos no filme: isolamento, perturbação mental, disputa de poder, aspectos mitológicos, sexuais, a masculinidade, dentre vários outros.

Fui assistir no cinema e me senti angustiada, agoniada, presa na poltrona, o filme passa uma sensação de claustrofobia por conta dos cenários que são apertados, o próprio formato de imagem que foi escolhido traz essa impressão e dá uma agonia, viu?! MAS, isso aconteceu até eu entender e criar a minha teoria sobre o filme, até eu entrar em uma dessas camadas, mas se eu te contar, vai ser um spoiler! Não queremos isso, né?!

Os faroleiros são interpretados pelo Willem Dafoe que é o Thomas Wake e Robert Pattinson está presente como Ephraim Winslow e a interpretação deles é fantástica! Quero frisar aqui que é uma injustiça eles não terem sido indicados a nada nas premiações recentes. Mas isso não foi o que mais me encantou e sim a Fotografia! Não a toa, está indicada ao OSCAR.

Todo em preto e branco, com bastante granulado, contraste acentuado e filmado em película; Robert Eggers nos presenteou com uma atmosfera de solidão, de confinamento com a ajuda eficaz do design de produção encarregado da ambientação de 1890. Como resultado, acabamos imersos e envolvidos nesse clima, somos puxados pra dentro dos espaços delimitados dos personagens e nos sentimos tão presos quanto eles, quase sufocados.

No dia que assisti “O Farol”, tinha acordado muito cedo e minha sessão foi a noite; o começo do filme é um pouco lento porque o diretor quer nos passar a exata rotina daqueles personagens, então acompanhamos lentamente tudo que eles fazem e isso me deixou um pouco sonolenta; até dei umas pescadas, sabe?! Entendo que isso tudo isso faz parte da tal atmosfera que mencionei anteriormente, mas talvez tenha sido um pouco demais. Demérito da edição.

Eu adorei “O Farol”, mas não acho que seja um filme para todos. É um terror psicológico, é cheio de camadas, conta com uma excelente Fotografia , Design de Produção e atuações. Vale a pena e se você gosta de um thriller bem elaborado, confere nos cinemas, ainda dá tempo, tá em cartaz!

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2 comentários em “[OPINIÃO] O Farol”

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